Publicado por: Carlos Nunes Ilhabela | 20/03/2012

Terminal da Transpetro é multado por vazamento de óleo

REGINALDO PUPO – Agência Estado

O Terminal Marítimo Almirante Barroso (Tebar), da Transpetro/Petrobras, foi multado nesta segunda-feira pela Prefeitura de São Sebastião, no litoral norte de São Paulo, devido a um vazamento de óleo ocorrido no último domingo dentro de suas instalações. A mancha, porém, atingiu um córrego.

A Secretaria Municipal do Meio Ambiente aplicou três autuações, de R$ 5 mil cada, valor máximo permitido pela lei ambiental municipal. A estatal não divulgou o volume vazado e posteriormente recolhido. O último vazamento registrado no terminal aconteceu no último dia 9 de fevereiro, quando um duto se rompeu dentro de suas instalações.

O Córrego do Outeiro, que começa dentro do terminal, corta o bairro Vila Amélia e o centro da cidade e passa ao lado de residências, escolas, creche, posto de combustíveis, do pronto-socorro municipal, da Prefeitura e da Praça de Eventos, na avenida da praia, onde deságua águas pluviais do terminal. Durante todo o dia desta segunda-feira a reportagem constatou barreiras de contenção colocadas pelas equipes da Petrobras nos cerca de 500 metros do córrego que cortam o centro para evitar que resquício do óleo atingisse o mar.

Segundo o secretário do Meio Ambiente de São Sebastião, Eduardo Hipolito do Rego, o vazamento provocou danos à flora e à fauna marinha. “Vi dezenas de peixes mortos agonizando no óleo”, relatou. Ainda segundo ele, também havia caranguejo e pitu, um crustáceo semelhante ao camarão. Muitos dos animais marinhos também podem ter sido sugados por caminhões de sucção que foram utilizados para retirar o óleo do córrego.

De acordo com o secretário, uma área de manguezal, localizada na zona portuária, também foi atingida pelo óleo. “Estamos aguardando uma análise mais apurada para verificarmos o real estrago provocado pelo óleo no manguezal”. Rego afirmou que o desastre ambiental será levado em consideração durante a renovação do licenciamento ambiental do Tebar, que está vencido desde 2010 e, portanto, funcionando irregularmente no município.

Em nota, a Transpetro, no Rio de Janeiro, informou que o vazamento tratava-se de “água oleosa no sistema de águas pluviais do Terminal Almirante Barroso (Tebar)”. Ainda de acordo com a estatal, equipes de contingência foram acionadas. “Um pequeno volume de água oleosa atingiu o Córrego do Outeiro e foi totalmente recolhido pelas equipes de contingência. Os órgãos ambientais foram comunicados”, diz a nota. Ainda de acordo com a Transpetro, as causas do incidente estão sendo investigadas. Procurada, a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) não havia se manifestado até o início da noite de hoje.

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Publicado por: Carlos Nunes Ilhabela | 23/02/2012

CETESB apontou falhas em planos de emergência nos poços da Bacia de Santos

14/02/2012 – Fonte: Cetesb (site)

A CETESB – Companhia Ambiental do Estado de São Paulo, em parecer elaborado em 25 de agosto de 2011, não aprovou o Plano de Emergência Individual apresentado pela Petrobras no processo de licenciamento do sistema de produção e escoamento de petróleo e gás natural do Pólo Pré-Sal, na Bacia de Santos, onde ocorreu o vazamento de óleo  terça-feira, 31/01/2012.

Por se tratar de área da União, o licenciamento foi conduzido pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis – IBAMA, órgão do Ministério do Meio Ambiente. Para a CETESB, cujo parecer tem a finalidade de subsidiar o IBAMA no processo de licenciamento, vários itens de segurança estariam sendo atendidos apenas parcialmente, recomendando que o conteúdo dos planos de emergência fosse adequado às diretrizes da Resolução 398/2008, do Conselho Nacional do Meio Ambiente – CONAMA.

Segundo a CETESB, o plano de emergência atende necessidades como equipamentos e materiais, procedimentos para interrupção de descarga de óleo, programas de treinamento e outras.

No entanto, considerou apenas parcialmente atendidos itens como a análise da vulnerabilidade e comportamento do produto derramado; procedimentos para comunicação do controle; procedimentos para contenção e recolhimento do óleo derramado; procedimentos para proteção das áreas sensíveis e da fauna; procedimentos para monitoramento das manchas de óleo; procedimentos para disperesão mecânica e química do óleo: procedimentos para limpeza das áreas atingidas; procedimentos para coleta e disposição dos resíduos gerados; procedimentos para deslocamento de recursos; procedimentos para obtenção e atualização das informações relevantes; critérios para dimensionamento da capacidade minima de resposta; procedimentos para proteção das populações; e procedimentos para proteção da fauna.

Veja anexo íntegra do parecer da CETESB.

Publicado por: Carlos Nunes Ilhabela | 23/02/2012

Acidentes ocorridos na indústria do petróleo

Acidentes ocorridos na indústria do petróleo

Fonte: http://www.sindipetronf.org.br

Desde a implantação da indústria do petróleo no Brasil, aconteceram nove acidentes de graves proporções. O resgate da memória destes acidentes deixa evidente o risco a que estão expostos os petroleiros. Quando a prevenção e a segurança falham, seja por negligência na manutenção, condições de trabalho inadequadas ou cortes de gastos afetando a questão da segurança, os acidentes ganham proporções assustadoras. Ultimamente, pequenos acidentes passaram a fazer parte do dia-a-dia das refinarias, terminais e plataformas.

Somente a sorte e o destino evitam que os vazamentos, as falhas na automação e os principios de incêndio que ocorrem com freqüência nas unidades da Petrobras assumam a proporção de tragédia.

Nacionalmente, os Sindipetros têm denunciado ao Ministério Público e a outros órgão a negligência da Petrobras para com as questões relativas à segurança de seus trabalhadores e instalações, mas as providências são demoradas e, enquanto elas não são tomadas, os riscos ficam cada vez maiores nas refinarias. De uma maneira geral, as causas destes pequenos acidentes são sempre as mesmas: número de pessoal reduzido, o que afeta as condições de segurança, e falhas na automação de equipamentos. Os petroleiros de todo o País exigem que a empresa altere sua política de segurança, reestabelecendo efetivos mínimos de trabalahdores , de forma que nenhuma outra tragédia seja acrescentada à lista que se segue.

Publicado por: Carlos Nunes Ilhabela | 23/02/2012

Petrobras contrata grupo para estudar acidente em poço que vazou

Fonte: Folha.com   (DENISE LUNA – DO RIO)  10/02/2012 – 11h23

A Petrobras está contratando uma empresa estrangeira para realizar estudo sobre o acidente ocorrido no Teste de Longa Duração de Carioca Nordeste, no pré-sal da bacia de Santos, que continua parado desde que o problema em uma tubulação que provocou o vazamento de 160 barris de petróleo no mar.

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O acidente repetiu a mesma ocorrência em um acidente anterior, na área de Guará, na mesma bacia, admitiu o diretor de Exploração e Produção da Petrobras, Guilherme Estrella, que está deixando a empresa e será substituído pelo gerente executivo de pré-sal, José Formigli.

Nos dois casos foi utilizado o mesmo equipamento.

“É semelhante ao que ocorreu em Guará. Em 60 dias teremos estudos que vão nos orientar como proceder para que isso não ocorra mais”, disse Estrella.

Um grupo paralelo formado pela equipe da Petrobras também fará o mesmo estudo; os resultados serão comparados em dois meses, informou.

O diretor disse também que as paradas não programadas no ano passado significaram a perda de produção de 40 mil barris diários de petróleo para a empresa.

“Se isso não tivesse ocorrido não teríamos tanta queda de produção, e nosso resultado seria melhor”, afirmou. “Ficaríamos dentro da média mundial de perda de perodução pelo declínio natural dos poço.”

Estrella informou que ainda terão que ser feitas algumas paradas programadas para manutenção em 2012, mas que não afetarão tanto o resultado como no ano passado porque, quando não há programação, o custo para a empresa é maior.

“As paradas não programadas são prejudiciais porque a parada programada é feita com um ano de antecedência –é um projeto de engenharia, as não programadas são muito dispendiosas”, disse o diretor.

Publicado por: Ricardo Anderáos | 20/02/2012

De Olho no Óleo

A descoberta das imensas reservas de óleo e gás no pré-sal da bacia de Santos deposita grande responsabilidade sobre todos nós. Os governantes, as empresas e a sociedade civil precisam urgentemente condicionar a exploração dessas riquezas à uma profunda responsabilidade social e ambiental. E não são apenas os vazamentos de óleo do pré-sal, como o do campo Carioca Nordeste em 30 de janeiro de 2012, que nos ameaçam. O mau uso dos bilionários royalties do petróleo pelos políticos locais, a falta de planejamento e de políticas públicas negociadas com a sociedade, podem transformar o litoral norte paulista em uma imensa favela.

Com a postura madura de quem não quer apenas protestar diante dos impactos do crescimento econômico, mas trabalhar para a construção de um Brasil mais sustentável e justo, há quatro anos o Colegiado das Entidades Ambientalistas do Litoral Norte (ReaLNorte) vem mantendo um diálogo com a Petrobras. O pioneirismo da iniciativa é compartilhado com a própria empresa petrolífera, que vem investindo tempo, recursos humanos e financeiros nesse diálogo, e com a Universidade Católica de Santos, que atua como mediadora desse processo.

Nessa mesa de diálogo, mais de uma vez, os ambientalistas convenceram a petroleira a alterar importantes aspectos da obra do gasoduto de Mexilhão para minimizar seus impactos sociais e ambientais. Desse diálogo nasceu ainda o Centro de Experimentação em Desenvolvimento Sustentável (Ceds), que vem materializando ações e projetos que buscam garantir o desenvolvimento com sustentabilidade para nossa região.

Apesar de todas essas conquistas, entretanto, o ReaLNorte continua profundamente insatisfeito em sua relação com a Petrobras. Ainda que, teoricamente, sejamos parceiros privilegiados da empresa, muitas vezes somos surpreendidos por notícias veiculadas na imprensa sobre ampliações ou alterações de seus projetos, todos com profundos impactos sócio-ambientais na região. Frustradas ainda pelas questões não respondidas na mesa de diálogo, e assustadas pelos seguidos acidentes na exploração do pré-sal no início de 2012, as ONGs reunidas no ReaLNorte decidiram dividir com a sociedade brasileira suas preocupações e as perguntas que continuam sem resposta.

De Olho no Óleo é o resultado de nosso esforço para levantar informações e cobrar não apenas da Petrobras, mas de todas as empresas que começam a explorar as riquezas do pré-sal, a mais ampla transparência e responsabilidade sócio-ambiental em seus empreendimentos.

Publicado por: Beto Francine | 24/06/2009

Discussão sobre a desafetação de áreas do PESM

Caros companheiros do Realnorte, demais leitores…

Estive reunido segunda feira p.p. (22/06/09) com representantes da Fundação Florestal – FF, a convite deles,  onde fui informado e discutimos um pouco sobre a proposta da FF de desafetação de áreas do Parque Estadual da Serra do Mar – PESM, no momento em que estão sendo levadas para as comunidades envolvidas estas propostas.

Precisamos discutir mais, entre nós ambientalistas, sobre este tema para formarmos e firmarmos um posicionamento tanto para os nossos representantes nos Conselhos Consultivos do PESM (Núcleo São Sebastião e Núcleo Picinguaba) quanto para os representantes no CONSEMA e assim ajudarmos as comunidades tradicionais a entenderem e se posicionarem também sobre estas questões.

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